Manda peneirar!

A cada ano em nossos aniversários, os deuses nos presenteiam com algum aparato que nos traz sabedorias para viver melhor. Cada um desses aparatos nos ajudam a viver de maneira mais justa, mais digna, mais amável ou mais saudável – basta utilizá-los.

Não me restam dúvidas que neste ano fui agraciada com uma utilíssima peneira, sim daquelas com furinhos!

Mas por que cargas d’água uma peneira seria útil?

É aí que que entra a saberdoria da utilização, a peneira funciona como um filtro em que se consegue separar o que realmente importa do que é raso, ou seja, ela separa a palavra verdadeira da palavra que não constrói. Parece uma babaquice do caramba, mas desde  que insatalei minhas peneiras mentais minha sensação de considerar o que realmente importa cresceu vertiginosamente.

O grande segredo é escutar tudo, respeitar tudo, aí então,  peneirar e depois engolir os grãos mais finos e íntegros  (não que eles falem só o que queremos ouvir, mas estes são grãos falam de verdade).

O ritual da peneira parece sem simples mas não é, são aparatos sofisticadíssimos, até para os que se consideram menos influenciáveis… infelizmente também não rola de emprestar a peneira, cada um tem que  preservar as suas e utilizar como quiser ou merecer. 

Exemplificando:                                                           bla bla bla

                                                        a peneira    ——————————                         

                                                                                          idéias válidas

 

Ah, e para finalizar, já adianto: fique a vontade para peneirar as informações deste texto… ingula só os grãos que lhe parecerem selecionados.  Mas não deixe de dar importância  aos que forem construir.

a resiliência

assistindo a um programa matutino de tv – sim, sim, aquele do papagaio – não, não,  não assisto todo dia – tive meu primeiro contato com essa estranha palavra… mas o que seria isso?

resiliência é capacidade de  que após sofrer um episódio ruim – ou coisa  que o valha – o  indivíduo  tem de se recuperar, aprender com a situação e não ficar traumatizado, com uma expressão mais sintética:

Levantar       

Sacudir a poeira … e 

Dar a volta por cima  

 incrível foi sentir a própria capacidade de resiliência tão rapidamente… já que nada é por acaso, aprender o verbete foi só o primeiro passo para incluí-lo na prática da vida.

  a verdade é que com o tempo as cascas ficam mais duras ( o tempo também é solidário), mas isso já não importa tanto… o importante é saber  que há oportunidade de ter o brilho no olhar mesmo em situações opacas e a vantagem é  que com o tempo esse brilho só pode aumentar.

Sacudiu?

No vaca, yes drop!

Às vezes prefiro calar frente ao medo para fingir que não estou percebendo o perigo iminente do SIM e do NÃO, mas sempre haverá o momento certo de gritar, momento de fazer o próprio medo temer algo …

Existem poções mágicas que afugentam os medos, o ingrediente principal são as atitudes, essas uma vez tomadas deixam os medos de lado.

Se a atitude for boa ou não já não importa, lágrimas e sorrisos lavam a alma da mesma forma quando são verdadeiros, e o medo… ah… este não gosta de lugares limpos.

A infinita bondade do bom senso

Pensando sobre opinião, valores e atitudes, nada me parece tão admirável quanto o bom senso. Sim, o bom senso.

Na real, o que seria o bom senso? Certamente o oposto ao mau senso, mas o que seria o mau senso??? 

É aí que reside a parte que mais me encanta no bom senso – cada um tem o seu. Ocorre que infelizmente algumas pessoas, ainda não perceberam isso e continuam dando instruções panacas e dizendo “é uma questão de bom senso”  quando não conseguem explicar algo.  Ou, tragicamente, achamos que nosso próprio bom senso é a medida que rege o mundo e que todos os demais planetas giram em torno de um Sol chamado EU.

Para esta que escreve, o bom senso é a balança das medidas que tomamos e que nos permitem continuar de consciência limpa… por isso é que ele varia tanto. Eu poderia dizer por exemplo que George Bush usou do  SEU bom senso para fazer coisas que eu considero atrocidades – mas era o bom senso dele. OK.

Claro, que o que coordena nosso bom senso são nossas vivências e os valores que nos cercaram desde que nascemos… por isso é imprescindível conhecer as pessoas de fato e não contar com o talvez “senso comum”.

Agora vem a parte infinitamente legal do barato… a infinita bondade do bom senso é que realmente cada um tem o seu e isso está diretamente atrelado a imprevisibilidade da vida . Não que isso não traga frustrações, pelo contrário, mas – sinceramente – isso nos faz não sermos fantoches. Ainda somos feitos de carne, osso e idéias.

De qualquer forma, fica a dica de não contar com o bom senso de ninguém, é mais fácil perguntar logo quais são suas idéias antes não?  Bem, ao menos me parece melhor.

 Melhor do que dizer: Hey Bush! Tenho alguns mísseis Tomahawk aqui para você cuidar, ops,  mas use com bom senso!