.Sobre planos e atos.

Hoje tive um dia simplesmente imprevisível.

Então, páro para me perguntar exatamente sobre isso, por que raios eu vivo me planejando, se na hora sai tudo diferente. É… isso mesmo, não dá pra prever e ponto.

Hoje li algo sobre o quanto os novo meios digitais  tornaram nossa vida mais próxima e, digamos, de certa forma previsível – sim,  pois posso ouvir minha música quando quiser, ou mesmo assistir a um filme. Em partes,   isso pode carregar algum sentido, mas o que se observa da vida é que ela ainda é um rio sem foz definida.

É,  nessa hora, que paramos para reparar (ao menos deveríamos)  de onde vem a beleza da vida . Não há como negar que a beleza da vida vem da imprevisibilidade das coisas… já pensou que chato tudo determinadinho desde sempre, sem a menor espectativa, sem a menor esperança?

A princesa não esperaria pelo príncipe encantado, a grávida não teria ansiedade pelo filho…muitos nem se casariam pelo medo da viuvez. QUE PORRE! 

É lugar comum que surpresas ruins também podem acontecer,  mas já que ia acontecer mesmo pra que saber antes???

Sem fugir do tema, ocorre que eu sou uma planejadora compulsiva, mas a vida depende de fatores que não estão em minhas mãos .  Não há pelo que sofrer de antemão,  é apenas viver, e claro, não esquecer que … há sempre surpresas boas, só há que se estar despreparado para elas .

Por fim, o que posso dizer é: Viva o dom da não-premonição! Viva!

Aos cuidados de Fernando Pessoa

“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.”  Fernando Pessoa, em “O Eu Profundo”

É lindo isso que Pessoa escreveu e os pensamentos realmente tem esse poder.

Eu só discordo do fato de ele não os ter revelado, porque com o poder que eles tem, certamente acrescentariam nova luminosidade à vida e imaginem… mais amor no coração dos homens –  que gostoso que seria.

Senhor Fernando Pessoa, esteja onde estiver, peço que se retrate urgentemente.

Sobre escolhas e corridas

Escolher nem sempre é fácil, mas é faceta do covarde fugir das escolhas. O bravo não foge, não que seja fácil pra ele (isso para qualquer ser humano), mas a escolha em si já é uma vitória… ter a possibilidade de escolher já é ser vitorioso.

Isso me lembra certa forma o medo de cair, mas quem perderia a oportunidade de andar? Mais que isso, de correr! É assim também com as escolhas. Eu escolho e sei que sou vitoriosa mesmo que caia. Todos são. Só não são os que não andam, os que não pulam, os que não se jogam na vida.

Aliás, já disse um ditado bobo que “o bom da vida é viver”, talvez eu nem ache ele mais tão bobo assim. Não tão bobo, porque ainda na vida há os que não escolhem… há os que não vivem.

Bucólico? Talvez.

 Sicero? Sem dúvidas.  

 Não há motivos para não correr a maratona da vida,  ainda que você tropece e caia pelo caminho, o prazer dos flashes na hora de se levantar será incomparável. 

Isso continua não sendo um blog de auto-ajuda (acho que a nova língua portuguesa não juntou essa palavra) – apenas mais um desabafo de uma maratonista de sonhos.

 

Das mudanças

Haja visto que postei recentemente o ciclo…

Vem então um novo vento , soprando leve no rosto – eu não tenho medo dele – Katrina já passou e eu sobrevivi. Já disse a sábia professora: sobreviveremos ao caos, não só sobreviveremos, como vivemos nele (e ainda felizes).

Mas voltando ao vento, é certo que temos medo dele,  depois de tanta tempestade…natural, mas ele é uma brisa que traz novidade e novidade é nascer de novo, é estar sempre jovem de tanto renascer – são mil vidas em uma só.

Mudança – eis a fonte da vida. 

Não é a troca, não é o surto, é o gesto singelo de renovar  uma simples idéia.