A turma do 21

Foda é quando você percebe que muitos daquela galera das antigas já começaram a casar, alguns até já têm filhos.

É este processo nostálgico que inicia uma jornada intensa de pensamentos, de um passado que não foi, ele é.  Motivações  primeiras dessa reflexão foram os sorrateiros encontros,  no mesmo dia, com dois lindos carros de noiva –  ambos devidamente paramentados e recheados por aquelas que em alguns minutos diriam “até que a morte nos separe”.

Se a a morte vai separar, ou não, aí já é outra história… acontece que isso me fez perceber que o tempo passa e fez começar pensar sobre todas as pessoas que conheço, que já deram essa guinada para a vida “adulta”, seja por qual motivo for.

Foi nesse contexto de ” caiu a ficha ” que eu encontrei um velho amigo do busão 21. Antes de mais nada, é preciso dizer que o 21 era mais do que um mero transporte escolar, era um lugar de brincadeira, amizade, picuinhas, lendas urbanas e todas essas firulas que uma infância deve ter, claro, com alguns bônus, como a lenda que dizia que o motorista era um espião disfarçado. Hein???

Encontrar uma pessoa dessas renova a alma, os assuntos do 21 são mais inéditos à medida que são repetidos….e é exatamente isso que recicla a vida. Perceber que aquela criança que sentou naqueles bancos de courino ainda existe e, ao redor dela, outras crianças pairam é impagável.

Esse texto está bem distante de ser um tributo aos solteiros convictos e – mais ainda  – de qualquer síndrome de peter pan, ele é apenas uma percepção da sensação que o tempo traz. Sim, ele traz a maturidade, mas ele nunca leva a juventude.

Se pá um dia eu caso, mas enquanto isso…