Feminino dom.

Acontece que eu fui dançar salsa em um prestigioso salão da megalópole paulistana.

Eu e duas amigas – estávamos lá – naquele lugar aconchegante & lindo, à meia luz. É preciso contar logo que estávamos totalmente deslocadas em termos de idade. 50, essa era a média dos frequentadores do local, o que proporcionava olhares obscuros vindos de todos os sentidos para as três jovens de 20 e poucos anos.

Comentários à parte, a idade não é o assunto que me traz até aqui. O que me traz aqui é o poder de transformação de uma garota em mulher… Sim, quero falar disso! Não, não sou eu a poderosa em questão. O poder provém da gueixa. E como provém!

Estávamos – nós três – iniciando a tentativa de bailar …erro meu falar nós três, afinal, a gueixa já bailava. A questão central disso tudo é…como uma menina pode se transformar em uma mulher pela dança… sabe aquela pessoa que você imagina como uma pelúcia, algo intocável? Não, ela não é!

A oriental cidadã nos mostrou, sem a mais pueril dificuldade, a substância feminina que existe dentro de toda mulher. Sensualidade e   poder feminino estão em todas nós, me lembro agora de alguma frase que diz que toda mulher tem uma bruxa dentro se si… agora acredito.

Confesso que não sei extrair esse poder de mim mesma, e é por isso estou tão espantada com a situação, ainda me vejo como uma moleca . Mesmo assim, fico tranquila, sei que dentro de mim existe uma essência feminina forte e intensa.

          Afinal, já diz o ditado: Yo no creo en brujas…pero que las hay, las hay!

Não tenho o que dizer, mas…

É isso mesmo, hoje não tenho nada a dizer, mesmo assim minha mão está coçando de vontade de escrever e não posso perder essa chance após meses de jejum.

Ter um blog é uma oportunidade bizarra para mim. Vivo com vontade de escrever, mas tenho uma preguiça gigante de ligar o PC, depois que ligo, entro no msn e me desvirtuo pelos meandros de outras conversas. É nesse desenrolar que acabo não escrevendo, mesmo quando tenho inúmeros assuntos para tecladear.

Escrever é uma experiência no mínimo terapêutica, o blog é o que poderia ser chamado de um… desabafo virtual! Ando desabafando pouco por aqui, é por isso que venho – publicamente – pedir desculpas ao Sagarana por minha ausência.

No post anterior, achei que fui levada de maneira desproporcional a um sentimento de livro de auto-ajuda, não era essa a intenção… mas rolou, fazer o que ?!?! Era uma espontaneidade, uma necessidade momentânea de desabafo e sendo esse um dos preceitos mais sagrados da escrita, não pude me controlar! Justo, não?

O que rola de verdade é uma vontade agressiva de continuar escrevendo no papel, eu sou muito esse tipo de pessoa que gosta de sentir o papel, de ver a letra e , infelizmente, o PC ainda não me permite essa sensação… de qualquer forma dá para fazer os dois, espero!

Fato é que continuo sendo a rainha das listinhas no papel, dos bilhetinhos de papel, das cartas de papel e enfim, que se phoda… isso não me impede de mandar scraps. 

Acho que por fim, esse post só serviu para uma reorganização do material e do virtual na minha cabeça, é muita aula do Massimo di Felice no ouvido,  mas mais do que isso é uma necessidade real de reconhecer meus hábitos e o mundo onde vivo.

Após o último parágrafo conclui-se:  É … escrever é terapêutico.