LavourArcaica

Estranho como uma obra de arte pode mexer tanto como as pessoas, mas a verdade é que o filme trata mais do que da história, trata dos sentimentos…e isso todos temos. Sabe aquela história que às vezes chega a te dar embrulhos? Não sabe? Está aí, assista! As imagens são lindas, a música…mas a vagarosidade pesa, devo admitir.

Raul Cortez estava esplêndido e são as palavras proferidas por seu personagem no filme que fazem pensar e até fugir do enredo com a reflexão. Ele diz ( com outras palavras) que a alma aprisionada, não sabe que tem nas mãos a chave para abrí-la.

Nunca ouvi tão claramente um pensamento do qual eu compactue – FATO!

Muitas vezes já vi em mim e em outros – que somos todos de barro – a mesma atitude, o mesmo sintoma, uma algema invisível. Você nunca sentiu?  É algo como… não posso, não consigo, sem o indivíduo X não sei o que fazer, não há futuro… nuvens negras, tempestades, grandes portas, muros, obstáculos.

– a capa de chuva no seu bolso

– a chave no seu outro bolso

– as cordas de rapel na sua bolsa ( e ainda um amigo vindo com a escada atrás caralho)

A verdade é que a solução sempre está conosco, basta tirar as vendas do pessimismo. Esse post fica de lição …pra mim – óbvio –  que sou uma das rainha da ansiedade sem necessidade e pra todos que puderem extrair algo de bom e (mais do que isso) transformar em uma chave-mestra !

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Sagarana

Sagarana é o nome de uma das mais lindas obras da literatura brasileira, o autor Guimarães Rosa usou de artimanhas singelas e de neologismos para compôr essa obra que trata da alma de um povo e, mais do que isso, do ser humano em si. Há os que digam que sagarana significa “à maneira  de lendas” , há outros que dizem ser  “coleção de destinos”… é por isso que esse blog carrega esse nome, cada vida é uma lenda e os destinos estão aí para serem vividos.

Nada como contar, (ou quem sabe) criar novas lendas, ser lenda, já que a alma humana continua tão bela e densa. Mãos à obra…