ll Do muro ao mar~~

A imparcialidade impede que se reflita  sobre o que é importante para  nós mesmos, mas de repente, em um desafogar de alma houve o momento  de  colocar  a voz ativa, como em grandes trombones. Foi hora –  então – de colocar a opinião em grandes outdoors, outdoors verbais, afinal já disseram que o que vida quer de nós é coragem  e  na capa da Women´s health, Maya Gabeira não me deixa mentir.

A minha grande onda passou na forma de saúde, saúde bem diferente da abordada pela revista acima, saúde do tipo que aporta no hospital.  Parece um fardo pesado, mas não é…

   Amadurecimento, sim! Para a vida adulta? Não.      

Amadurecimento para a existência, para entender que  é preciso evoluir, que é importante recobrar forças… nada é castigo, tudo é evolução. 

E de repente qual não é a surpresa:  o trombone da alma se faz ouvir. O momento de concordar, de abrandar, de não opinar se faz  terminado depois que vida coloca sua grande onda de revitalização. É assim que aumento o volume da minha voz, depois de passar  por uma maré tão forte que do medo trouxe a vida.

Que me perdoe a antiga imparcialidade e os colegas que comigo dividiam um lugar em cima do muro! A vida pede que tenhamos opinião pois  é  importante  surfar a onda e não simplesmente deixar que ela nos leve.

 Mais do que nunca, penso que o que a vida quer de nós é coragem… vamos ter coragem de dropar à nossa maneira.   

 

memórias e mosaicos

Estranho passar por um lugar que  continua igual, quando você já não é o mesmo.

Caminhos diferentes fazem com que grandes transformações aconteçam dentro de todos os seres humanos que por eles passam. É esse o processo natural de crescimento e construção dessse grande mosaico chamado existência, ou para os amantes da palavra “vida”.

Caminhos não se resumem em lugares, estar em locais diferentes pode resultar nesse processo ” pó royal”  de crescimento de existência, mas  a simples escolha  ou a  experiência de vida imóvel mas refletida e ousada, ou até memso sofrida,  podem resultar brutal mudança. 

Aquele “sim” (mesmo no lugar de sempre) muda muito.

Mas de volta  ao que era assunto e se dispersou, depois de tanto girar o mundo, está você no velho lugar, tudo continua igual, você não… e aí?

Aí o valor da memória se torna absoluto, o Sol que bate naquele vidro faz dele laranja e disso vem a lembrança do eu que existiu, existe e se transformou. Este fragmento – de local e ser-  é só o que há, 0 ser transcende ao que é material, mas a recordação que daí vem continua…

A verdade é que o crescimento implica em mudança ou andança, dentro ou fora de si ……………….. Só não cresce quem pensa em círculos…………. as memórias se encarregam de enfeitar o lugar que passou, as flores caem muito bem.

A ótica da vida

Há dias e dias na vida, em cada um desses dias um jeito diferente de sentir o mundo.

Sentir o mundo é – antes de mais nada-  viver, não fazer isso é estar fechado à vida e toda a sua magnitude.

Recentemente descobri que essa maneira como se sente a vida é comparada à  miopia, há dias em que vejo tudo limpo, simples objetivo, com menos mística e menos especulação… com uma nitidez única, que elimina a problematização daquilo que não se conhece.

Mas há dias em que faltam as lentes, não é uma escolha, é um humor natural. Nesses dias os sentimentos e as paixões borram a visão que vai além dos olhos, tudo se transforma em Rembrandt e Renoir. A mística paira sobre a vida, a incerteza permeia o ambiente e o instinto mais  escondido aflora.  

Não há como escolher os dias, a vida é feita da junção de todos eles… na ótica da vida não vendem nenhum tipo de óculos ou coisa que o valha.

 Os exames de vista não existem . Ou se vive – ou se examina.

Há dias…               e só.

Toda escolha sem renúncia.

Há momentos de descobertas e há momentos de escolhas… por vezes, esses momentos acontecem ao mesmo tempo.

No andar da carruagem da vida já não acredito que cada escolha é uma renúncia, acredito antes que toda escolha é uma experimentação, podendo até mesmo ser uma preparação para algo que antes foi preterido.

Pensar desta maneira tira o peso do futuro das costas. Carregar o futuro é tarefa árdua, principalmente para aqueles que só tem em suas mãos o presente – e como todos só tem mesmo o presente – carregar o futuro é tarefa inexistente, tarefa que não cabe, que só se inventa para sofrer.

Pensar no futuro é uma coisa… imaginar como seria ter pego um outro caminho é outra.

Toda escolha é válida, mesmo que não seja a mais bem sucedida, ainda sim, sempre haverá um atalho para chegar no lugar merecido – se merecido ele for.

Ter o coração no simples ato de viver intensamente é a escolha primordial,  todas outras que partirem dessa premissa abrirão margem para mais escolhas (incluindo a de repudiar as feitas anteriormente) .

Enquanto o medo da escolha se esvai , a vontade e a sede da vida se ampliam.

Aquarela

O bom da vida é que as pessoas são uma fonte inesgotável de novas visões do mundo…

Recentemente conheci uma pessoa que me mostou uma série de coisas que nunca havia reparado,  é esse tipo de gente que vem e muda algo dentro de nós.  Isso não é uma questão de sentimento, é apenas uma  questão de descoberta.

A pessoa entra na vida como um degrau, que te faz enxergar mais longe, mas ao mesmo tempo permite que você continue no mesmo lugar. Esse tipo de gente traz novas nuances nas cores da nossa vida, mostra que há mais do que cores primárias e secundárias, há sim  um infinito número  de possibilidade de iluminações.

luz, cor, visão – seja lá o que for… aprendizado infinito

Manda peneirar!

A cada ano em nossos aniversários, os deuses nos presenteiam com algum aparato que nos traz sabedorias para viver melhor. Cada um desses aparatos nos ajudam a viver de maneira mais justa, mais digna, mais amável ou mais saudável – basta utilizá-los.

Não me restam dúvidas que neste ano fui agraciada com uma utilíssima peneira, sim daquelas com furinhos!

Mas por que cargas d’água uma peneira seria útil?

É aí que que entra a saberdoria da utilização, a peneira funciona como um filtro em que se consegue separar o que realmente importa do que é raso, ou seja, ela separa a palavra verdadeira da palavra que não constrói. Parece uma babaquice do caramba, mas desde  que insatalei minhas peneiras mentais minha sensação de considerar o que realmente importa cresceu vertiginosamente.

O grande segredo é escutar tudo, respeitar tudo, aí então,  peneirar e depois engolir os grãos mais finos e íntegros  (não que eles falem só o que queremos ouvir, mas estes são grãos falam de verdade).

O ritual da peneira parece sem simples mas não é, são aparatos sofisticadíssimos, até para os que se consideram menos influenciáveis… infelizmente também não rola de emprestar a peneira, cada um tem que  preservar as suas e utilizar como quiser ou merecer. 

Exemplificando:                                                           bla bla bla

                                                        a peneira    ——————————                         

                                                                                          idéias válidas

 

Ah, e para finalizar, já adianto: fique a vontade para peneirar as informações deste texto… ingula só os grãos que lhe parecerem selecionados.  Mas não deixe de dar importância  aos que forem construir.

a resiliência

assistindo a um programa matutino de tv – sim, sim, aquele do papagaio – não, não,  não assisto todo dia – tive meu primeiro contato com essa estranha palavra… mas o que seria isso?

resiliência é capacidade de  que após sofrer um episódio ruim – ou coisa  que o valha – o  indivíduo  tem de se recuperar, aprender com a situação e não ficar traumatizado, com uma expressão mais sintética:

Levantar       

Sacudir a poeira … e 

Dar a volta por cima  

 incrível foi sentir a própria capacidade de resiliência tão rapidamente… já que nada é por acaso, aprender o verbete foi só o primeiro passo para incluí-lo na prática da vida.

  a verdade é que com o tempo as cascas ficam mais duras ( o tempo também é solidário), mas isso já não importa tanto… o importante é saber  que há oportunidade de ter o brilho no olhar mesmo em situações opacas e a vantagem é  que com o tempo esse brilho só pode aumentar.

Sacudiu?

No vaca, yes drop!

Às vezes prefiro calar frente ao medo para fingir que não estou percebendo o perigo iminente do SIM e do NÃO, mas sempre haverá o momento certo de gritar, momento de fazer o próprio medo temer algo …

Existem poções mágicas que afugentam os medos, o ingrediente principal são as atitudes, essas uma vez tomadas deixam os medos de lado.

Se a atitude for boa ou não já não importa, lágrimas e sorrisos lavam a alma da mesma forma quando são verdadeiros, e o medo… ah… este não gosta de lugares limpos.

A infinita bondade do bom senso

Pensando sobre opinião, valores e atitudes, nada me parece tão admirável quanto o bom senso. Sim, o bom senso.

Na real, o que seria o bom senso? Certamente o oposto ao mau senso, mas o que seria o mau senso??? 

É aí que reside a parte que mais me encanta no bom senso – cada um tem o seu. Ocorre que infelizmente algumas pessoas, ainda não perceberam isso e continuam dando instruções panacas e dizendo “é uma questão de bom senso”  quando não conseguem explicar algo.  Ou, tragicamente, achamos que nosso próprio bom senso é a medida que rege o mundo e que todos os demais planetas giram em torno de um Sol chamado EU.

Para esta que escreve, o bom senso é a balança das medidas que tomamos e que nos permitem continuar de consciência limpa… por isso é que ele varia tanto. Eu poderia dizer por exemplo que George Bush usou do  SEU bom senso para fazer coisas que eu considero atrocidades – mas era o bom senso dele. OK.

Claro, que o que coordena nosso bom senso são nossas vivências e os valores que nos cercaram desde que nascemos… por isso é imprescindível conhecer as pessoas de fato e não contar com o talvez “senso comum”.

Agora vem a parte infinitamente legal do barato… a infinita bondade do bom senso é que realmente cada um tem o seu e isso está diretamente atrelado a imprevisibilidade da vida . Não que isso não traga frustrações, pelo contrário, mas – sinceramente – isso nos faz não sermos fantoches. Ainda somos feitos de carne, osso e idéias.

De qualquer forma, fica a dica de não contar com o bom senso de ninguém, é mais fácil perguntar logo quais são suas idéias antes não?  Bem, ao menos me parece melhor.

 Melhor do que dizer: Hey Bush! Tenho alguns mísseis Tomahawk aqui para você cuidar, ops,  mas use com bom senso!  

A Melancia sobre o livro em espanhol

Pode-se dizer que a  leitura é um hobby que embeleza a vida de milhões de cidadãos mundiais, seja um livro acadêmico ou mesmo um gibi,  é sempre bem vinda a atitude de decifrar letras, códigos, cores e construir dentro de si um emaranhado de histórias, de sonhos.

Foi exatamente a  leitura que abriu o horizonte de descobertas dentro de mim, mas de uma maneira peculiar… é sabido que ler para mim é um prazer, algo gostoso, iiiissso mesmo, gostoso. Mas ultimamente andava lendo um certo livro em espanhol, peguei um livro “dele”, sim… pois considero um livro de leitura simples, bom para desenvolver uma leitura fluida, contando claro, com o aprendizado de um segundo idioma.

O que não percebia nessa teia de intenções, era que o prazer pela leitura começava a ficar em segundo plano… e isso se tornou então uma grande metáfora para a vida em si, em que é tão difícil sentir o prazer, vivenciar o prazer, já que acabamos encontrando subterfúgios para fazê-lo de maneira obrigatória

Aí você me pergunta: E o que a tal da Melancia tem haver com isso?

Melancia, não a fruta, o livro… foi um best seller lançado por Marian Keyes que alcançou uma vendagem volumosa, mas que não é assim aquele livro que a crítica enalteceria. Antes de ter essa clareza de idéias, eu diria que é mais um livro caça níqueis – sem qualidade. Hoje, eu percebo que é um livro que provocou o prazer da leitura em muitas pessoas.

Sob esse novo prisma, o livro em espanhol cai por terra frente a uma simples Melancia, o que fica é o aprendizado que não se deve transformar os hobbies, nem os prazeres em obrigação. Assim como os livros, nem a crítica, nem os críticos devem criar a regra do que é o prazer para todos, somente aquilo que descola nossos pés da terra será prazer e cada cidadão desse mundo deverá encontrar os seus e

                                                                                                                      mais do que isso, lutar  para preservá-los.

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